EXPOSIÇÃO “EU SOU DO SAMBA… EU SOU O CARNAVAL” ABRE, NESTA SEXTA-FEIRA, AS FESTIVIDADES CARNAVALESCAS EM TATUÍ

Nesta sexta-feira (31/01), às 19h, a Prefeitura de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, realizará, no Centro Cultural, a abertura da exposição “Eu sou do Samba… Eu sou o Carnaval”, com a presença do Cordão dos Bichos, do Bloco Império do Samba e da Bateria do Clube de Campo. O evento será o ato inaugural das festividades do “Tatuí Folia – Carnaval 2020”, que seguirá com uma vasta programação até o dia 25 de fevereiro (terça-feira).

A exposição “Eu sou do Samba… Eu sou o Carnaval” apresentará fotos do modelo atual de Carnaval no município, movimentado pelos Blocos Carnavalescos, que permite que a magia da data seja um espaço de integração dos mais variados grupos. Ela mostrará a história dos “tatuianos do samba”, que mobilizam centenas de pessoas para a festividade mais esperada do Brasil, atraindo diversos turistas para a Capital da Música.

Mantendo a tradição, a exposição homenageará Paulo Pedro Silva, popularmente conhecido como Paulo Vagalume, com um espaço exclusivo de fotos deste ícone do Carnaval da Cidade Ternura.

A visitação será gratuita e a exposição permanecerá aberta ao público até o dia 25 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 19h às 21h. O Centro Cultural de Tatuí está situado na Praça Martinho Guedes, nº 12, Centro.

Sobre Paulo Pedro Silva, o Paulo Vagalume – Nascido em 5 de julho de 1927, casou-se com Benedita Maria Silva e teve 9 filhos.

Aos 5 anos de idade já gostava de ouvir marchinhas de Carnaval. Ainda jovem, tomou gosto pela folia carnavalesca, sentimento que foi passado aos seus filhos e suas gerações. No Bairro Quatrocentos, onde viveu, iniciou os blocos de Carnaval com familiares e amigos.

Ao lado de Hélio Vieira e de Dionísio de Abreu, preservou parte da tradição da folia carnavalesca tatuiana. Deu continuidade à Escola de Samba Princesa Isabel, com Luís André de Campos. Neste período, a dedicação à folia carnavalesca acumulou-se no íntimo da família Vagalume, com um olhar de amor à festa mais popular do Brasil.

Com o final da Escola de Samba Princesa Isabel, Paulo Vagalume persistiu na ideia e, dando continuidade, reuniu algumas crianças, familiares e amigos do bairro, com a Escolinha Unida.

Criou, também, juntamente com Jorge Rizek, Vera Holtz e Geraldo Corintinha, o Bloco das Piranhas, que trazia fantasias e adereços. Paulo Vagalume organizou a bateria e foi à frente dela. No primeiro ano, 300 pessoas participaram do Bloco. No ano seguinte, foram 3 mil pessoas, tornando-se um evento de domínio público.

Atualmente, a família segue com o tradicional “Carnaval do Vagalume”, que ainda percorre as ruas do Bairro Quatrocentos, relembrando antigos carnavais.

Paulo Vagalume faleceu em 13 de abril de 2015, deixando um legado: “Não deixe o Carnaval morrer”.