“NOITE DA SERESTA COM TERNURA” – ESPECIAL DIA DA MÚSICA, HOMENAGEARÁ, NESTA SEXTA-FEIRA, O MAESTRO COELHO

O Museu Histórico “Paulo Setúbal”, equipamento de Cultura da Prefeitura de Tatuí, em parceria com o Grupo Seresteiros com Ternura, promoverá, nesta sexta-feira (22/11), às 19h, a tradicional “Noite da Seresta com Ternura”, especial Dia do Músico e da Música. Na ocasião, será realizada uma homenagem a José Coelho de Almeida, popularmente conhecido como Maestro Coelho, que exerce um papel muito importante na história musical de Tatuí.

A exposição de fotos sobre a vida de Maestro Coelho ficará disponível para visitação até o dia 20 de fevereiro de 2020, sempre de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. O Projeto “Ilustres Tatuianos” é uma ação colaborativa entre o Museu Histórico “Paulo Setúbal” e o Grupo Seresteiros com Ternura, que foca na tradição seresteira, considerada uma grande manifestação da cultura brasileira, visando ressaltar a vocação do Museu de salvaguardar a história de Tatuí e dos tatuianos.

A “Noite da Seresta com Ternura” será especial ao Dia do Músico e da Música porque no dia 22 de novembro é comemorado o Dia da Música. Na mesma data, também é celebrado o dia de Santa Cecília, exaltada como a padroeira da música e dos músicos. De acordo com a tradição, Santa Cecília cantava com tanta doçura que um anjo teria descido do céu para ouvi-la.

Sobre o homenageado – José Coelho de Almeida, mais conhecido como Maestro Coelho, nasceu em Tatuí no dia 13 de janeiro de 1935. É casado com Nilda Fonseca Coelho de Almeida e é pai do oboísta Carlos Eduardo Fonseca Coelho, do flautista Tadeu Coelho (José Coelho de Almeida Júnior), do fagotista Benjamin Antônio Coelho Neto e do clarinetista e saxofonista Luiz Fernando Fonseca Coelho.

É pedagogo musical, administrador escolar, cultural, flautista, regente e 22º mestre de banda da história de Tatuí. Em 1948, iniciou seus estudos musicais na Escola Estadual “‘Barão do Suruí”, com o professor Nacif Farah, e, em janeiro de 1951, ganhou sua primeira flauta, iniciando seu estudo acerca do instrumento com Eulico Mascarenhas de Queiroz e João Baptista Del Fiol.

Com a inauguração do Conservatório de Tatuí, em 1954, ingressou na instituição, formando-se em Flauta, na classe do professor e maestro Spartaco Rossi, no ano de 1957. A partir de 1955, foi flautista da Orquestra da Associação Cultural “Pró-Música”, de Tatuí, sob regência do maestro Spartaco Rossi. Teve a oportunidade de reger a tradicional Banda Santa Cruz, considerada uma das mais antigas do país, de acordo com registros históricos.

José Coelho de Almeida foi vereador em Tatuí por dois mandatos consecutivos, de 1956 a 1963, e músico de intensa conexão com a comunidade tatuiana.

No início da década de 1960, a pedido do vereador Lucas Pelagalli – chefe do setor de manutenção da Fábrica de Fiação e Tecelagem São Martinho -, em nome de um de seus proprietários, João Chammas, organizou uma banda de música para os filhos dos operários da referida indústria.

Foi o pioneiro no Brasil no campo da formação de prática coletiva de sopros e percussão, organizando, em 1962, a Corporação Musical “São Jorge”, de Tatuí (de 1962 a 1967). Por meio de uma exposição realizada na vitrine da loja “Casa dos Presentes”, atraiu centenas de pessoas curiosas em conhecer os instrumentos que haviam sido adquiridos para a formação da banda. A Corporação Musical “São Jorge” realizou seu primeiro concerto público no dia 20 de janeiro de 1963, no palco do Cine Teatro São Martinho, de Tatuí, para uma plateia lotada, que os aplaudia entusiasticamente.

À frente da Corporação, Maestro Coelho realizou mais de 150 apresentações públicas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Segundo o maestro, a corporação foi um sucesso, pois “industriais, empresários em geral, são pessoas extremamente intuitivas e práticas; quando analisam um projeto da área cultural que se lhes é apresentado, imediatamente conseguem filtrar o que lhes interessa”. Em 1967, por ocasião das festas juninas, enquanto maestro da Corporação São Jorge, realizou um arranjo exclusivo para a festividade, tendo como foco a música “Cai, cai, balão”.

Mestre de banda da Corporação Musical “São Jorge”, marcou época com a famosa “Velha Guarda Imortal”, composta pelo maestro Spartaco Rossi, a pedido da família Chammas, para o gênero seresta. Mas o sucesso da Corporação ocorreu quando, em um dos intervalos dos primeiros Festivais de Seresta de Tatuí, o maestro Coelho executou “São Paulo Antigo” com músicas do cancioneiro popular.

Em maio de 1968, assumiu a direção do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, dedicando seu empenho em fazer com que a instituição atingisse o lugar merecido no contexto artístico musical do estado de São Paulo, visto que a instituição quase fora fechada durante a administração do governador Abreu Sodré (1967/1971).

Em sua gestão, o maestro conseguiu convencer a classe política local a ceder ao Conservatório de Tatuí, em comodato para o estado de São Paulo, o prédio onde funcionava a Câmara e a Biblioteca Municipal, na Rua São Bento, nº 415, Centro, para que a escola tivesse melhores acomodações, fato consolidado no dia 24 de abril de 1969. Com o novo prédio, a instituição dobrou o número de alunos, passando de 250 para 600 alunos.

Em 1970 é iniciada a construção do auditório da escola, atualmente Teatro “Procópio Ferreira”, com o apoio do secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Orlando Gabriel Zancaner, e do prefeito de Tatuí, engenheiro Orlando Lisboa de Almeida.

Em 1971, realizou a unificação do conteúdo programático das áreas de cordas e piano, para que pudesse ser ampliado de forma mais objetiva e eficaz, replicando os moldes curriculares da Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (piano) e do Conservatório Municipal de São Paulo (cordas).

Em 1976, instituiu o curso de Artes Cênicas no Conservatório de Tatuí, e, em 1977, realizou o “Festival Estudantil de Teatro Amador”, com o intuito de incentivar a atividade teatral entre os estudantes da cidade e atrair alunos para o curso, tornando-se conhecido e reconhecido nacionalmente, firmando-se como um setor que oferece atividades cênicas em diferentes níveis. O “Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo” (Fetesp), que nasceu como “Festival Estudantil de Teatro Amador”, foi oficializado pelo decreto estadual nº 18.434/82, em 15 de fevereiro de 1982.

Foi em sua gestão, no ano de 1976, que o Conservatório recebeu o título de “maior escola de música da América Latina”. Neste mesmo ano, a instituição ganhou uma importante contribuição do empresário José Mindlin, que doou uma enorme quantidade de instrumentos para a escola. Outra importante doação ocorreu em 1981, quando o empresário Wanderley Bocchi cedeu um extenso terreno, onde hoje está construído o alojamento da escola.

Deixou o cargo em 1983, com um importante legado para a história da música tatuiana e do Conservatório de Tatuí, como descreveu o maestro João Carlos Martins em maio de 2019, no Salão “Villa Lobos”, da instituição: “O Conservatório viveu bons e maus momentos em sua história. Dois momentos foram bastante positivos, vivenciados pela direção dos maestros Coelho e do Neves”. Diante do exposto, vale ressaltar que em sua gestão, Mastro Coelho introduziu os mais modernos métodos de trabalho, tanto no setor administrativo como no didático, modernizando completamente a parte pedagógica da instituição. Também idealizou, criou e dirigiu a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí.

De 1973 a 1978, foi assistente do maestro Eleazar de Carvalho, no Departamento de Prática de Orquestra do Centro de Cultura Musical. Foi professor de regência de banda nos Festivais de Inverno de Campos do Jordão, em 1979 e 1980, e coordenador pedagógico em 1981 e 1982, introduzindo a Banda Sinfônica e possibilitando o atendimento de um maior número de bolsistas. Em 1979, a Folha de São Paulo noticiou: “A coordenação de todo o trabalho com as bandas e maestros será feita por José Coelho de Almeida, da Escola de Tatuí, e do major Rubens Leonelli, da Banda da Polícia Militar”, e acentuou: “Do total de 300 bolsas, 84 seriam destinadas a instrumentistas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo. A razão desta ênfase é justificada pelo professor José Coelho de Almeida, um dos coordenadores do evento, pela carência deste tipo de instrumentistas nas orquestras brasileiras”.

De 1983 a 1987, prestou serviços de assessoria técnico-administrativa aos departamentos de Artes e Ciências Humanas e Museus e Arquivos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

De 1987 a 1991, trabalhou no Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp, na organização e implantação de uma banda musical comunitária – a Unibanda. Na Unicamp, também, ministrou aulas de flauta, música de câmara e instrumentação. De 1988 a 1994, ministrou aulas de flauta e prática de conjunto na Escola Britânica de São Paulo. De 1991 a 1999, coordenou e implantou o plano de ação de atividades de lazer musical no Sesi-SP. Em 1991, o Prof. Coelho voltou a Tatuí para introduzir a prática coletiva de instrumentos musicais de sopros e percussão na Corporação Musical Santa Cruz, cujo presidente era o Tenente PM Arlindo Vieira Pinto.

Durante toda sua vida profissional, teve a oportunidade de empreender projetos de ensino coletivos nos setores público, privado e autárquico, nos graus primário, médio e superior, trabalhando com crianças, jovens, adultos e idosos. Projetos que foram realizados no Conservatório de Tatuí, no Curso de Educação Artística da Faculdade de Filosofia de Tatuí, no Departamento de Música do Instituto de Artes da Universidade de Campinas, na Escola Britânica de São Paulo, no Serviço Social da Indústria (Sesi) do Estado de São Paulo, entre outros locais por onde alunos de seu didatismo o levam e que não chega ao seu conhecimento.

Em 2014, participou da entrevista da série “Notas e Compassos na Capital da Música”, relembrando a história de Tatuí como “Capital da Música”, sendo entrevistado por Sílvia Corradi de Azevedo Cruz, neta de Bimbo Azevedo.

Atualmente, tem recebido diversas homenagens pelos serviços prestados no campo de Educação e das Artes. Entre eles: Diploma de Honra ao Mérito pela criação e manutenção artística da Corporação Musical “São Jorge”, bem como pela dedicação e entusiasmo dedicado aos jovens músicos, conferido pela Câmara Municipal de Tatuí nos termos da Resolução nº 2/66 de 23 de maio de 1966; Diploma pela Confederação de Teatro Amador do Estado de São Paulo, pela organização do 1º Festival Estudantil de Teatro Amador de Tatuí em 30 de novembro de 1977; Sócio Benemérito da Lira Musical “Pedro Salgado, da capital, pelos relevantes serviços em prol do seu crescimento em 12 de setembro de 1979; Certificado de Reconhecimento Lions Clube de Tatuí pela sua brilhante apresentação na Noite Lírica realizada em 26 de abril de 1978; Sócio Benemérito da “Cultura Artística de Nova Friburgo”, do Rio de Janeiro, pelos relevantes serviços prestados à sociedade e à cultura de Nova Friburgo e do País, em 31 de dezembro de 1982; Título de Cidadão Emérito de Tatuí, outorgado pela Câmara Municipal de Tatuí por meio do Decreto Municipal 020/98 de 24 de junho de 1998; e Conferência “Aspectos históricos, políticos, didáticos, econômicos e socioculturais no ensino coletivo de instrumentos musicais” – um relato realizado em 1º de dezembro de 2004 na escola de Música e Artes Cênicas/Unidade federal de Goiás, dentro do “I Encontro Nacional de Ensino Coletivo de Instrumento Musical.

Em 27 de novembro de 2015, foi agraciado pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) com a medalha “Sud Menucci”, em razão de seus méritos e relevantes serviços prestados à Educação, ao Ensino, ao Magistério e à Entidade.

Recebeu homenagem em 26 de fevereiro de 2018, no Teatro “Procópio Ferreira”, do Conservatório de Tatuí, onde, após 34 anos, subiu ao palco do referido Teatro.

Em 31 de agosto de 2019, também no Teatro “Procópio Ferreira”, foi homenageado no Concerto da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, onde conduziu parte do Concerto.

GRUPO SERESTEIROS COM TERNURA É A ATRAÇÃO DO “MÚSICA NA PRAÇA”

Acontece neste sábado (10/08), às 11h, na Praça da Matriz, mais uma edição do Projeto “Música na Praça”, promovido pela Prefeitura de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, com apoio cultural do Conservatório de Tatuí, da Cooperativa de Consumo (Coop), da Padaria Onze e da Abaçaí Cultura e Arte.

Esta edição do Projeto integra a programação especial do mês de agosto, a fim de celebrar os 193 anos do município de Tatuí, e a apresentação ficará por conta do Grupo Seresteiros com Ternura, coordenado por Maria Inês Camargo.

Sobre o Grupo Seresteiros com Ternura – Criado em meados do ano 2000, o grupo se apresentou publicamente pela primeira vez no início de 2002, debaixo de uma árvore – conhecida pelo nome “chorão” – que ficava nos jardins do Conservatório de Tatuí, em frente à rodoviária. Desde então, está inserido nas atividades culturais de Tatuí, se apresentando até mesmo em festas de cidades da região.

Desde 2007, o Grupo Seresteiros com Ternura representa Tatuí no Festival “Revelando São Paulo”. Com foco na difusão da seresta, o grupo desenvolve, desde 2018, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, o Projeto “Noite da Seresta com Ternura”, realizado mensalmente, fomentando a Cultura e homenageando ilustres cidadãos tatuianos.

Os integrantes da atual formação do Grupo Seresteiros com Ternura são: Godoy Nogueira (viola), Pedro Adilson Pavanelli (violão), Paulo Rita Aguiar (cavaquinho), Carlos Mendes (timba) e Maria Inês Camargo (voz e afoxé).

GRUPO TROPEIRINHOS DO RANCHO É HOMENAGEADO NA NOITE DA SERESTA QUE ACONTECEU DURANTE O “ARRAIÁ NO MUSEU”

Na noite da última sexta-feira (28/06), o Museu Histórico “Paulo Setúbal”, equipamento de Cultura da Prefeitura de Tatuí, realizou o “Arraiá no Museu”, com a tradicional “Noite da Seresta com Ternura”, que prestou homenagem ao Grupo Tropeirinhos do Rancho.

O evento contou com a presença do secretário de Cultura e Turismo, Cassiano Sinisgalli; do diretor do Departamento de Cultura e gestor do Museu “Paulo Setúbal”, Rogério Vianna; do técnico de preservação e restauração do Museu, Thony Guedes; dos agentes culturais Maria Augusta Barbará e Rogério Miranda; e de Mingo Jacob e Jaime Pinheiro, que tanto valorizam as tradições culturais do município.

A Quadrilha do Projeto Envelhecer com Qualidade de Vida, pertencente ao Fundo Social de Solidariedade de Tatuí (FUSSTAT) e coordenada por Rosa Maria de Souza, animou a festa, bem como a apresentação musical com o Grupo Seresteiros com Ternura.

O projeto “Ilustres Tatuianos”, que é uma ação colaborativa entre o Museu e o Grupo Seresteiros com Ternura e visa salvaguardar a história de Tatuí e dos tatuianos, homenageou o Grupo Tropeirinhos do Rancho.

A exposição sobre o grupo ficará aberta à população até o dia 28 de julho, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, no Museu, que está situado na Praça Manoel Guedes, nº 98, Centro. Mais informações podem ser adquiridas com o Setor de Agendamento, através do telefone (15) 3251-4969 ou do e-mail para museupaulosetubal@tatui.sp.gov.br.

“NOITE DA SERESTA COM TERNURA” CONTARÁ COM HOMENAGEM AO ARTISTA PLÁSTICO DOMINGOS JACOB FILHO

A Prefeitura de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude e do Museu Histórico “Paulo Setúbal”, realizará, nesta sexta-feira (12/04), às 19h, a tradicional “Noite da Seresta com Ternura”, com o grupo Seresteiros com Ternura.

Na ocasião, o projeto “Ilustres Tatuianos” – uma ação colaborativa entre o Museu e o grupo Seresteiros com Ternura – prestará uma homenagem a Domingos Jacob Filho, o artista plástico Mingo Jacob, com uma exposição que retrata a vida e a obra do artista. Ela ficará exposta de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, até o dia 9 de maio.

O Museu “Paulo Setúbal” está situado na Praça Manoel Guedes, nº 98, Centro. Mais informações pelo telefone (15) 3251-4969.

O homenageado – Domingos Jacob Filho, mais conhecido como Mingo Jacob, é um artista plástico, nascido em Torre de Pedra, interior de São Paulo, em 6 de junho de 1954. Filho de Domingos Jacob e Jurema Pedroso Jacob (ambos já falecidos) e irmão de Magali Pedroso Jacob e Eralva Pedroso Jacob, mudou-se com sua família para Tatuí quando tinha 4 anos de idade, e permanece morando no município até hoje.

Mingo Jacob iniciou seus estudos no então “Curso Primário”, em 1963, no Grupo Escolar “Eugênio Santos”, de Tatuí. Em seguida, matriculou-se para cursar o “Ginasial” no então Instituto de Educação “Barão de Suruí”, onde também cursou o Ensino Médio, concluindo em 1972.

Nesse período, foi aluno de dois professores que marcaram para sempre sua vida artística: Acassil José de Camargo e Mário Galego, que são considerados por Domingos como seus primeiros mestres e incentivadores no mundo da arte.

Em 1986, iniciou o curso de Desenho Industrial na Faculdade Asseta, de Tatuí, vindo a se formar em 1989. Depois, foi convidado pelo diretor da faculdade, Acassil José de Camargo, a dar aulas de Desenho de Observação, no mesmo curso em que se formou. Ele lecionou essa matéria durante um ano.

Mais tarde, em 1990, foi convidado para trabalhar na estatal Telesp e, mesmo atuando fora de seu mundo artístico, Domingos não deixou de produzir trabalhos em óleo sobre tela, tornando-se assim o que se chama no mundo da arte de “pintor domingueira”, isto é, aquele que só pinta aos domingos. No ano 2000, decidiu sair da empresa e passou a se dedicar definitivamente à carreira de pintor profissional.

Mingo Jacob deu início à sua vida artística no final dos anos 70, quando conheceu o promotor de eventos Jorge Rizek, e passou a trabalhar com ele, como desenhista, em diversos eventos da época, como por exemplo, no “Vermelho e Preto”, “Cinco Meia Sete”, “Oito ou Oitenta”, e, principalmente na casa noturna “Tro-lo-ló”. Foi nesse período que ele também conheceu o artista plástico Jaime Pinheiro, que o iniciou no ofício da serigrafia, passando a trabalhar em diversas artes gráficas, além de estampas e camisetas.

Durante toda a década de 80, o trabalho de Domingos Jacob Filho foi o de dedicar-se à produção de artes gráficas, além de atuar como auxiliar de cenografia no Conservatório de Tatuí, e também como arte-finalista nas propagandas do Jornal Integração.

Na pintura em óleo sobre tela, que é seu foco principal, iniciou seus estudos com a professora Therezinha Pinto, que o iniciou definitivamente no mundo da pintura a óleo.

Em 2008, Mingo Jacob foi fazer um aperfeiçoamento de sua arte com o mestre da pintura acadêmica Carmelo Gentil Filho, na Associação Paulista de Belas Artes, em São Paulo, onde durante um ano fez estudos profundos da teoria das cores e da composição artística.

No início da vida como pintor profissional, ele conheceu um grupo de artistas, integrados por Raquel Fayad, Marli Fronza, Carmelina Monteiro, Carlota Franco, Cláudio Camargo, Edson Alves, entre outros, unindo-se a eles e formando a Associação dos Artistas Plásticos de Tatuí e Região, a AMART. Por quatro anos, foi presidente da agremiação e, durante sua gestão, a AMART foi ponto de cultura, o que proporcionou um intercâmbio muito grande com artistas da capital e outras regiões. Com o fim da AMART, Domingos montou um ateliê em sua residência, onde produz seus trabalhos e ministra aulas de pintura a quem se interessar.

Em 2012, realizou a exposição “Tatuí na Visão do Artista”, dando visibilidade artística a diversos patrimônios históricos da cidade. Já em 2013, o jornal “O Progresso de Tatuí” lançou um encarte com o título da exposição do artista, onde por meio de suas telas, explanou sobre a história de Tatuí.

Ao longo de vários anos, tem desenvolvido um trabalho consistente de pintura acadêmica e participado de salões, exposições coletivas e individuais. Foi premiado duas vezes no Salão de Artes Acadêmicas de Piracicaba, considerado o principal salão brasileiro nessa modalidade. Também recebeu várias premiações em outras cidades do Estado, como Cerquilho e Araras.

Paisagens rurais e urbanas, típicas de nossa região, são a temática principal de seus trabalhos. A arquitetura de Tatuí, como os velhos casarões, também é tema constante de suas pinturas. O interesse de Domingos pela temática “caipira” vem da sua infância, vivida no mundo rural tatuiano e, também, pelo seu particular fascínio pelo contraste da cor alaranjada da terra com os verdes da vegetação, muito típico de nossa região, procurando, com isso, transpor a sua verdade artística em seus trabalhos.

Pela sua relevante atuação no cenário tatuiano e na difusão das artes plásticas, é membro do júri do Concurso Literário “Paulo Setúbal”, na modalidade Artes Visuais.

Os principais prêmios conquistados por Domingos Jacob Filho são: Prêmio Aquisitivo Câmara Municipal – Salão de Arte Acadêmica Piracicaba, em 2015; medalha de ouro no Salão de Belas Artes de Piracicaba, em 2010; 2º lugar na categoria Pintura, no 8º Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; 1º lugar na categoria Pintura, no 10º Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; menção honrosa no Salão da Paisagem da Associação Paulista de Belas Artes, em 2009; 3º lugar na categoria Pintura Acadêmica, no 11º Salão de Artes Plásticas de Cerquilho; e prêmio Centro Cultural, no Salão de Artes de Araras, em 2014.

NOITE DA SERESTA NO MUSEU ABRE TEMPORADA EM MARÇO

No dia 10 de março, sexta-feira, às 19h30, será aberta oficialmente a temporada 2017 da “Noite da Seresta com Ternura”, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”.

O projeto, que busca salvaguardar a seresta na Capital da Música, é uma parceria entre o Grupo Seresteiros com Ternura e a Prefeitura de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo, Lazer e Juventude. De acordo com a coordenadora do grupo de seresteiros, Maria Inês de Camargo Machado, o título “Noite da Seresta com Ternura” vem da fusão do nome do grupo com a função das serestas que eram executadas a noite.

“Toda produção artística precisa ser compartilhada ao público e esse gênero musical, que embalou muitas noites em tempos idos da Capital da Música, deve-se manter aceso, permitindo a valorização desta manifestação”, declarou a seresteira.

A entrada é franca. O Museu Histórico “Paulo Setúbal” fica na Praça Manoel Guedes nº 98, no Centro.